Estava vasculhando umas velharias minhas aqui...textos que escrevi e nunca publiquei, e achei umas coisas bem interessantes. Apesar de todas as mudanças que aconteceram comigo, acho bacana colocar aqui o que me incomodava, começando pela juventude:
"Vivemos um momento no qual não há grandes revoluções a não ser guerras das grandes potências. Os jovens já não falam mais nada, porque não sabem, porque não os interessam saber! Estou farta dos falsos revolucionários ou revolucionários de internet que só sabem reclamar do presente e falar mal do passado, entretanto, estes mesmos revolucionários não têm a capacidade de levantar as bundas brancas de suas cadeiras e dar o primeiro passo. Seus pés são as pontas dos dedos, e o mesmo acontece com suas bocas. O único contado físico que existe, é violento."
pois é...
que pena que perdi outros textos revoltados que escrevia aos 13 anos, época em que comecei a ter ódio de datas comemorativas como o Natal, a Páscoa ahahaha
...tudo bem, qualquer forma de expressão - ou alguma - é bom ter!
inté
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
A Morte
Ontem eu estava assistindo televisão e comecei a observar o que o tempo faz com as pessoas e inevitavelmente pensei na morte, de tudo e de todos.
É um acúmulo de fatos que torna as coisas mortais - inclusive a Terra e aquilo que nela habita.
Nós, os homens, somos mortais e estamos fazendo com que as coisas morram. Não faltam noticiários mostrando a ação do homem sob a natureza, e eu vejo sempre o fim. Não consigo imaginar uma saída, a realidade mostra que é irreversível, então penso na morte dos humanos, em minha morte, na morte daqueles que eu amo, e na a morte de outros que já amei. O envelhecimento das coisas me perturba imensamente. A morte é o que eu mais temo.
Temo estar viva e ver a morte, porque o que está morto não sente, mas os que estão vivos sim.
Fecho os olhos e acho que a vida não tem sentido algum. Pergunto-me para que serve toda a luta, sofrimento se o fim é um só para todos. Mas depois penso novamente e acabo concluindo que o melhor é passar por tudo isso e terminar a vida... bem.
A vida é fácil para poucos e penoso para tantos que, ao invés de viver, sobrevivem.
As religiões tentam explicar os acontecimentos, no entanto para mim os fatos ainda não são justificados, a injustiça não é justificável e a morte é injusta.
É um acúmulo de fatos que torna as coisas mortais - inclusive a Terra e aquilo que nela habita.
Nós, os homens, somos mortais e estamos fazendo com que as coisas morram. Não faltam noticiários mostrando a ação do homem sob a natureza, e eu vejo sempre o fim. Não consigo imaginar uma saída, a realidade mostra que é irreversível, então penso na morte dos humanos, em minha morte, na morte daqueles que eu amo, e na a morte de outros que já amei. O envelhecimento das coisas me perturba imensamente. A morte é o que eu mais temo.
Temo estar viva e ver a morte, porque o que está morto não sente, mas os que estão vivos sim.
Fecho os olhos e acho que a vida não tem sentido algum. Pergunto-me para que serve toda a luta, sofrimento se o fim é um só para todos. Mas depois penso novamente e acabo concluindo que o melhor é passar por tudo isso e terminar a vida... bem.
A vida é fácil para poucos e penoso para tantos que, ao invés de viver, sobrevivem.
As religiões tentam explicar os acontecimentos, no entanto para mim os fatos ainda não são justificados, a injustiça não é justificável e a morte é injusta.
Sei Lá
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão.
(Toquinho / Vinicius de Moraes)
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Canta Mais
Reativando o que sempre foi necessário para mim.
Chico Buarque
Fantasia
E se, de repente
A gente não sentisse
A dor que a gente finge
E sente
Se, de repente
A gente distraísse
O ferro do suplício
Ao som de uma canção
Então, eu te convidaria
Pra uma fantasia
Do meu violão
Canta, canta uma esperança
Canta, canta uma alegria
Canta mais
Revirando a noite
Revelando o dia
Noite e dia, noite e dia
Canta a canção do homem
Canta a canção da vida
Canta mais
Trabalhando a aterra
Entornando o vinho
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção do gozo
Canta a canção da graça
Canta mais
Preparando a tinta
Enfeitando a praça
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção de glória
Canta a santa melodia
Canta mais
Revirando a noite
Revirando o dia
Noite e dia, noite e dia
Fantasia
E se, de repente
A gente não sentisse
A dor que a gente finge
E sente
Se, de repente
A gente distraísse
O ferro do suplício
Ao som de uma canção
Então, eu te convidaria
Pra uma fantasia
Do meu violão
Canta, canta uma esperança
Canta, canta uma alegria
Canta mais
Revirando a noite
Revelando o dia
Noite e dia, noite e dia
Canta a canção do homem
Canta a canção da vida
Canta mais
Trabalhando a aterra
Entornando o vinho
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção do gozo
Canta a canção da graça
Canta mais
Preparando a tinta
Enfeitando a praça
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção de glória
Canta a santa melodia
Canta mais
Revirando a noite
Revirando o dia
Noite e dia, noite e dia
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